Mais de metade do lixo produzido pode ser reciclado, permitindo uma reutilização de materiais como matéria-prima no fabrico de novos produtos, e diminuindo, assim, o uso de recursos naturais (muitos dos quais não renováveis). Este processo provoca também um menor consumo de energia do que se for desenvolvido a partir de matérias virgens.
Quando se vai às compras não existe a noção de que o mundo consome um milhão de sacos plásticos por minuto, o que significa quase 1,5 bilhão por dia e mais de 500 bilhões por ano. É o resíduo que mais polui as cidades e campos. Prejudica a vida animal, entope esgotos, invade rios e oceanos.
Mas este é só um exemplo. Na realidade, o sector dos resíduos contribui significativamente para a emissão de gases com efeito de estufa, sendo a reciclagem o processo de tratamento de resíduos com maior potencial de redução indirecta de emissões de CO2.
Daí a importância da reciclagem que leva à diminuição da quantidade de resíduos que, em última análise, iriam parar a aterros sanitários, prolongando-lhes a vida.
Por isso, os sacos de plástico são um mero exemplo para frisar a importância da separação dos resíduos para posterior reciclagem, uma acção que são se pode limitar às embalagens, mas que deve incluir os resíduos passíveis de ser tratados, como os óleos usados, electrodomésticos, pilhas, automóveis, e outros.
Na grande maioria das zonas urbanas existe já um ecoponto. Mas é sempre bom ter um em casa, naturalmente em ponto pequeno, para preparar as embalagens, os vidros e o papel e os despejar ao fim de um determinado tempo.
O ecoponto é, exactamente isso: um conjunto de três contentores para recolha selectiva de embalagens usadas: o amarelo serve para as de plástico e metal, o azul para as de papel e cartão, jornais, revistas e papel de escrita e o verde para as de vidro. A par deste conjunto pode, ainda, haver um contentor vermelho para as pilhas, o chamado pilhão.